quinta-feira, 7 de março de 2019

Candidata do PSL diz que ministro de Bolsonaro a chamou para desviar dinheiro

Lançamento da Campanha da Fraternidade teve crítica à ‘reforma’ da Previdência e ao desmonte do SUS 

O lançamento da Campanha da Fraternidade 2019 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta última segunda-feira (6) em Brasília, foi marcado por críticas ao projeto de ‘reforma’ da Previdência e ao desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS). O tema da campanha neste ano são as políticas públicas.

Presente à mesa do lançamento, Geniberto Paiva Campos, médico cardiologista e instituidor do observatório de saúde do Distrito Federal, questionou a reforma da Previdência, principal bandeira atual do governo de Jair Bolsonaro. “Será que a reforma da Previdência, que já vem discutida desde o governo anterior, ela não seria um retorno ao século 19? (Vamos) Tirar esses direitos?”, questionou.

Já a representante do Conselho Nacional de Saúde Vânia Lúcia Ferreira Leite, também presente à mesa, fez uma crítica ao sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela citou a Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos, como exemplo de mudanças que podem comprometer o financiamento do sistema. A mesma emenda também foi criticada por Gilberto Vieira dos Santos, secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que citou a necessidade de políticas públicas para os povos indígenas.

O cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse que não há um posicionamento oficial da confederação sobre a reforma da Previdência. “Mas vale aquilo que nós já temos afirmado anteriormente, isto é, que não se penalize aqueles que já são mais sofridos na própria sociedade, que não haja perda de direito dos trabalhadores”, afirmou o bispo.

“Nesse momento, na elaboração de uma proposta é necessário considerar esses trabalhadores. O povo mais pobre e sofrido que necessita ser assistido e não sacrificado ainda mais”, disse.

“A Igreja já se manifestou em governos anteriores a respeito disso e a nossa missão profética continua viva, ou seja, nesse momento nós continuamos também a alertar para que ao pensar a vida política do País se assegure os direitos fundamentais da população”, reforçou.

*Com informações do Estadão Conteúdo