sexta-feira, 12 de julho de 2019

Glenn Greenwald diz que tem, além de áudios, fotos e vídeos que são de arrepiar

O jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, disse nesta quinta (11) no 57º Congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), em Brasília, que, além de áudios, possui fotos e vídeos que são de arrepiar e por isso “dão medo nas pessoas poderosas”. 

Por Esmael Morais
De acordo com o site Brasil de Fato, Greenwald foi homenageado no congresso estudantil e reafirmou que as revelações da Vaza Jato estão só começando. Ele e sua equipe tem desenvolvido ao tornar pública atuação política da força-tarefa da Lava Jato, revelando o papel de chefe e articulador do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

“Esse acervo que nós temos é muito poderoso. E o poder dos documentos, fotos e vídeos, e dos áudios que nós temos dá medo nas pessoas que têm mais poder. Esse acervo tem a capacidade de mostrar a verdade. Só isso. E isso está assustando a eles mais do que tudo”, afirmou durante uma mesa de debates. 

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O editor do The Intercept Brasil afirmou que a força demonstrada pelas mulheres negras brasileiras, em especial após o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), serviu de inspiração para seu trabalho. Greenwald defendeu a importância do jornalismo investigativo, com objetivo de buscar mais transparência nos atos dos governantes.
“Quanto mais eles nos atacam, mais eles mostram o quanto esse tipo de jornalismo é importante”, afirmou, relembrando que devido às divulgações chegou a ser alvo de investigação da Polícia Federal, além de ter sido convidado a participar de audiência no Congresso Nacional para explicar sobre a veracidade dos arquivos divulgados.

Greenwald deixou ainda uma provocação para guiar a luta do público presente: “Qual tipo de país o Brasil vai ser no futuro? Vai ser uma democracia com uma Constituição, com um Judiciário que funcione junto com instituições que protegem os direitos constitucionais, como os do artigo 5º e todos os outros direitos? Ou vai escolher um outro caminho, um caminho autoritário e fascista e repressivo?”