segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O que tinha no celular de Eduardo Cunha que Moro não queria que fosse visto?

As novas revelações da série de mensagens trocados entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, divulgadas pelo Buzzfeed Brasil em parceria com o The Intercept Brasil, indicam que, na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), o então juiz da Lava Jato Sergio Moro convenceu os procuradores da força-tarefa de Curitiba a não pedir a apreensão dos telefones celulares usados pelo emedebista.

De acordo com a reportagem, Deltan e Moro conversaram um dia antes da prisão de Cunha, em 19 de outubro de 2016, sobre o assunto. "Queríamos falar sobre a apreensão de celulares. Consideramos importante. Teríamos que pedir hoje", escreveu Deltan. Moro respondeu: "Acho que não é uma boa". Na mesma conversa, Deltan pede para se reunir com Moro para "explicar razões" do pleito, entre outros temas. Os dois acertam um rápido encontro. Cerca de duas horas depois, o procurador escreve: "Entendemos que não é o caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações".