sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Presidente da Bolívia, contratou aeronave-tanque para combater focos de incêndio na região boliviana da floresta amazônica

Presidente ainda anunciou a montagem de um Gabinete de Emergência Ambiental; no Brasil, Bolsonaro acusou ativistas contra desmatamento de promoverem queimadas
O avião, que tem capacidade pata transportar até 150 mil litros, deve iniciar os trabalhos nesta quinta-feira (22/08)
Opera Mundi - O presidente da Bolívia, Evo Morales, autorizou a contratação de uma aeronave-tanque do tipo Boeing 747 chamado Super Tanker para combater focos de incêndio na região boliviana da floresta amazônica. O avião, que tem capacidade para transportar até 115 mil litros, deve iniciar os trabalhos nesta quinta-feira (22/08).

Segundo o governo boliviano, a aeronave irá concentrar o combate ao fogo na zona chamada Chiquitanía, reserva natural localizada em Sata Cruz de la Sierra. Os incêndios na região foram originados pelas queimadas iniciadas no Brasil. 

Morales ainda anunciou a formação de um Gabinete de Emergência Ambiental "para fazer frente aos incêndios na Chiquitanía e no leste". O mandatário encarregou os ministros do Meio Ambiente e Água, Desenvolvimento Rural, Terras e Saúde, Governo e Presidência de comandar as ações do gabinete. 

De acordo com a agência Rfi, o fogo já atingiu pelo menos dez povoados no município de Roboré, próximo à fronteira com o Brasil. Embora ainda não tenham sido localizadas vítimas decorrentes dos incêndios, o fogo já destruiu uma área equivalente a 500 mil campos de futebol.

Ainda segundo a agência, a população moradora da região também se mobilizou para combater os pontos de incêndio. Aeronaves pequenas, utilizadas em trabalhos agrícolas, já sobrevoaram o local para jogar água sobre as chamas, enquanto que populações dos centros urbanos se mobilizaram para enviar suprimentos às regiões afetadas.

Incêndios na Amazônia

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) divulgou na noite desta quarta-feira (21/08) imagens de satélite que mostram uma nuvem de fumaça sobre os Estados de Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Por sua vez, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou um crescimento de 83% nas queimadas desde o início de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Brasil está sob intensa pressão internacional por conta das queimadas na Amazônia. Esta época é, naturalmente, de incêndios na região, mas os dados mostram que eles estão acontecendo em números acima dos esperados.

Sem provas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegou a dizer que ONGs poderiam estar causando os incêndios na região, o que não encontra base na realidade.