Poesias-Canções-Cordéis-Folguedos

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"Um lapidar poético a misturar-se com o real marco emblemático da mais simples declaração de amor à vida; vendo-te a sorrir e a chorar, a aplaudir e criticar." (Dione Nascimento)
Foto: Poetisa Dione Nascimento
Dione Maria do Nascimento - Nascida em Touros/RN, aos 23 de Julho de 1956, as 12 horas, na casa de número 100 da rua Severino Rodrigues Santiago. Com oito meses de nascida, passei a morar com meus avós maternos, na rua Coronel Antônio Antunes, 181. Solteira, filha de Lucilo Afonso do Nascimento (Touros: *31/10/1921 +05/02/1981) e Maria Débora do Nascimento (Touros: *16/12/1922 +10/05/2017), tendo como irmãs biológicas Maria Deusa, Maria Dilma, Doralúcia, Débora Maria, Ernestina Maria, Maria Dione, João, Luiz Carlos, Pedro e José Arimateia.  As sobrinhas Maria das Graças e Josileide Maria, foram adotadas. Avós paternos Manoel Torquato do Nascimento e Honorina Leopoldina do Nascimento. Avós maternos: José Luiz Tenório (+1977) e Ernestina Mendes Tenório(Nene) (Carnauba dos Dantas: *10/06/1895 - Touros: +03/11/1964). Tias maternas: Maria Eudócia, Maria Carmelita, Maria Fausta, Maria Sinhá. Tios maternos: Luiz Tenório Neto e  Sebastião. Tias paternas: Maria Emília(Maroquinha), Maria Lúcia. Tios paternos: Antônio Veríssimo e José. Bisavós maternos: João Mendes da Silva e Quitéria Maria da Conceição(Sinhá)(pais de minha avó Ernestina); Luiz Tenório de Souza e Joaquina Maria da Conceição(pais do meu avô José Luiz).


POESIA E ORAÇÃO
Autoria: Dione Maria do Nascimento
Touros, 14/03/2018

No dia da poesia
Lhe apresento os meus versos
E em forma de protesto
Canto em rima e canção
Só pra lembrar que a poesia
É fruto de oração.

Quando agradeço a Deus
Por dias de paz e amor
Ao mesmo tempo em que peço
Para acabar com o clamor.

É tanto do sofrimento
Da alma, da voz do olhar
Que parece genocídio
Com tanta gente a chorar.

Somente confiando em Deus
E seguindo seus mandamentos
Estaremos sempre atentos
A busca da divindade.

Pois tudo na vida passa
E só fica a certeza
Pois quem conquista o paraíso
Conseguiu grande riqueza.

Graça, luz e divindade
Glória, louvor e oração
Transformando em canção
Para dar glórias a Deus.

Mesmo estando neste mundo
Minha alegria contudo
É a esperança de ver
A face do meu Senhor.

Pois para isso
Rezo, canto, faço jejum, penitência
Pedindo a Deus por clemência
Pois sou uma pobre cristã.

A busca da salvação
Continuo minha luta
Para que no dia certo
Conquiste o meu lugar.

Poço dizer: - perdoe-me
Por ter ti levado a cruz
Oh divino Bom Jesus
Fonte de amor e de paz.

Nesses dias sacrossanto
De penitência e oração
Quero aproveitar e pedir
Perdão a você meu irmão.

Pois sem amor, sem caridade
Nesta vida nada vale
Nem mesmo a oração
Restando só o perdão.

Conclamo, venha comigo
Pois precisamos vencer
As astúcias do inimigo
Para com Deus pode viver.

Minha declaração de amor a terra em que nasci. Por sua complexa figura, Touros, é um jogo espetacular de emoções. (Dione Nascimento)

CANTO A TOUROS
Autoria: Dione Maria do Nascimento 
Touros, 05/02/1981 

Volto a sonhar, Touros, terra querida 
Com as claras águas deste imenso mar 
Teus lenções de areias amover 
E esta igreja de estilo colonial.  

Após, viver em terras tão distantes 
Volto a olhar o teu belo luar 
Amortecendo a saudade infinda 
Que me enlaça a alma a cantar.  

Cada passo, recorda-me a infância 
Que desfrutei as margens deste rio 
O escorrego do coreto sempre impondo 
As traquinagens junto ao castigo.  

Conforta-me rever velhos amigos 
Apesar das críticas infames 
Sepultarás meus restos neste chão 
Prova real daqueles que te amam.  

Touros dos meus tantos ais 
Terra querida de verdes coqueirais 
Canto a ti os meus tantos versos 
Touros querida, terra santa dos meus pais.


Voltando a Touros, quando da morte do meu pai, após a ausência de 5 anos, em terras distantes.


PARABÉNS, TOUROS! 184 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA
Autoria: Dione Nascimento
Touros: 27/03/2019


A barca da pracinha não mais existe
foi-se com ela os segredos do luar
que coloriam as noites sempre belas
dos amores a caminho do altar.

O mar que avança tão veloz
tormento do "tourinho" a despencar
com o tempo a história se esvaindo
mas, os poetas, nunca deixam de sonhar.

Touros querida, mais um ano tu completas
tens o desejo de mais formosa estar
tentas sorrir para alegar os dias
de tantos que fazem-te chorar.

Na alegria, na ausência, na tristeza
sempre a ti estive a me espelhar
sobes e desces, escadas tão difíceis
feitas por filhos que não sabem te amar.

Caminhando sigo o meu percurso
os que te amam fazem-te cintilar
tal qual o sol que brilha no horizonte
sempre altaneira queremos ver-te estar.


MINHA MORADA 
Autoria: Dione Maria do Nascimento 
Touros, 16/12/1995

Quando o dia amanhece 
Com o rio a cortar 
Um lado e outro da rua 
Onde estou a morar. 

Rua do Capim, dos poetas 
Ou Ferreira Itajubá 
Tudo lembra poesia 
Na rua em que estou a morar. 

Catraia atravessa o rio 
Que secando e enchendo está 
Bem-te-vis cantarolando 
Na Ferreira Itajubá. 

O capim que permanece 
Teimoso a verdejar 
Competindo com o calçamento 
Da Ferreira Itajubá. 

Maria Ratinho, quem diria 
Com Zé Doido a escorrachar 
Meu Deus, tudo isso acontece 
Na Ferreira Itajubá. 

Quando a noite chega 
E a lua clareando está 
Por traz dos coqueiros que existem 
Na Ferreira Itajubá. 

Oh rua calma e singela 
Qual as nuvens a passar 
Colorindo céu e terra 
Na Ferreira Itajubá. 

Rua do Capim és bela 
Com teu fervor varonil 
Do coqueiral és a musa 
Na Esquina do Brasil.


(Na rua Ferreira Itajubá(Rua do Capim) edifiquei uma casa, onde morei até o ano de 2010, com registro de imóveis sob nº R-1-3-295, fls. 170, Liv. 2-T, Cartório de Touros. Nesta rua moraram os poetas, compositores e escritores Luiz Patriota, Antônio Nilson Patriota, Ferreira Itajubá, Carlos José Penha de Araújo e Dione Maria do Nascimento.)

SER AMIGO É SER CANÇÃO
SER AMIGO É SER CANÇÃO   Autoria: Dione Maria do Nascimento   Touros, 21/03/2018
Dione com Dr. Orlando e Djalmira(esposa)
Autora: Dione Mª do Nascimento 
Touros, 21/03/2018 

Ao poeta Orlando Flávio 
Deixo hoje o meu abraço 
No dia da poesia 
Em que aflora os laços. 

De carinho e afeição 
De quem ama de verdade 
Um amigo, um companheiro 
De lutas e irmandade. 

Ser irmão é ser canção 
Oração, poesia e verso 
Na certeza que o progresso 
Também depende de nós. 

Professor forte, valente 
Juiz do povo e da gente 
Que soube ser justo e honesto
Enfrentando os desonestos.

Mesmo que a vida lhe armasse 
Tramoias e ciladas 
Não deixou de ser Orlando 
Forte, guerreiro, valente. 

Ao lado da Djalmira 
Mulher sincera, aguerrida 
De paz, luz e coragem 
Raios de sol, claridade. 

Seis filhos, seis corações 
De Paz, amor, união 
Fruto de uma grande paixão 
Que venceu toda tormenta. 

Cantar, compor, meditar 
Nos anos que já outrora 
Vivendo em tantas cidades 
Mas, Touros, nunca sai da memória. 

Meu querido Orlando Flávio 
No dia da poesia 
Receba esses poucos versos 
Para carimbar nossa lida. 

De lutas e emoções 
Vitórias e decepções 
Saudade e reencontro 
Mas, nunca de solidão. 

Não deixe que a vida passe 
Sem ter sempre a esperança 
De andar e enxergar 
A luz da divindade que brilha. 

Pois saiba meu bom amigo 
Escritor e compositor 
A luz só se apaga 
Para quem não tem amor.

Homenagem ao professor, escritor, compositor, poeta e juiz Orlando Flávio Junqueira Ayres

CORTE NO CAMPO
Meu avô José Luiz Tenório(89 anos) ladeado 
das netas Doralúcia, Débora Maria e 
Maria das Graças
(Foto: Dione Nascimento)
Autora: Dione Mª do Nascimento
Touros/RN, 12/06/1977

Vejo o verde amarelar
Solitário a pedir socorro:
- está mata que aqui está
Precisa de homem novo.

Não se trata de vaidade
Mas, sim de sangue nas veias
Vertendo muita coragem
Com a inchada que passeia.

Dançando na mão do homem
Baila pra lá e pra cá
Fazendo da mata sustendo
A inchada bailando está.

Porém, quando passa a colheita
No canto da casa a chorar
Esquecida por aquele
Que esteve com ela a dançar.

Agora é só alegria
Vamos pra roça colher
O sustento da família
Que fica a esperar.

Passa boi e o jumento
Carregando e a pastar
O alimento que é de todos
Para a fome curar.

Depois que passa a colheita
É preciso recomeçar
A labuta para o sustento
Inchada na mão está.

Recomeça a nova dança
Baila aqui e acolá
Inchada dançando alegre
Volta no mato a brilhar.

Novamente na mão do homem
A inchada a cortar
O chão tão puro e fértil
Que não sabemos amar.

Homenagem ao meu avô materno José Luiz Tenório(agricultor), por ter me ensinado a amar e respeitar a natureza.


Geraldo Gonzaga com a esposa Edite
ETERNOS AMIGOS
Autora: Dione Mª do Nascimento
Touros, 26/12/2003


Passei pela rua deserta
Andando pra lá e pra cá,
Percebi a claridade
Que vinha do primeiro andar.

Era a casa de um amigo
Que estava a rabiscar
Colocando no papel

Os sonhos que a vida lhe dá.


Geraldo Gonzaga da Costa

Brilhante como a luz,

Procura lembrar a infância

 Na terra do Bom Jesus.



Já escreveu o seu povo

Através de tantos versos.

Descrevendo sua vida

Fazendo grande sucesso.

Relembro um dos seus livros
Com seus relatos tão claros
Em "Touros à Meia-Tinta"
Tradição, cultura e arte.

Escreveu sobre a Paróquia
Tempo que não volta mais,
Anos de emoção e festejo
Foguetão, balão no ar.

A saudade da irmã
Maria Natália - Petinha,
Partindo tão cedo deixando
Essa saudade, infinda.

Homem que ama seu povo
Sem interesse banal,
Chega em sua terra e visita
Os que moram no local.

Quero poder lhe ver
No patamar da história
Tão rica em poesia
Mas, tão frágil na memória.

A sua serenidade
Me convida a fazer
Esta homenagem singela
Só para lhe agradecer.


Homenagem ao amigo e conterrâneo, escritor e poeta Geraldo Gonzaga da Costa,  nascido em 14/10/1922. Filho de Luiz Gonzaga da Costa (Luiz Cunduru - 1893/1942)  e Antonia Faustina da Costa (1897/1944).

DONA FINHA É CULTURA E TRADIÇÃO

Dona Finha com Dione(2018) (98 anos)
Autora: Dione Mª do Nascimento
Touros/RN, 19/03/2018
(Aniversário de 98 anos)


Dando vivas a São João
São Pedro e Sant’Ana, também
Aplaudamos Dona Finha
Que quase cem anos tem.

São noventa e oito anos
De cultura e tradição
Com as Bandeirinhas nas ruas

Dando vivas a São João.


Josefa Odete de Melo 

Pois este é o seu nome 

Finha de Zé Cesário 

Pouco importa qual o nome. 



O que na verdade interessa 

É cravo, rosa e melão 

Nas Bandeirinhas juninas 
Louvar a São Pedro e São João. 

Tem folguedo e banho de rio 
Sanfona, triângulo e zabumba 
Foguetão e tradição 
Cultura pra todo mundo. 

Só mulheres fazem a festa 
De tradição sem igual 
Levando as Bandeirinhas 
Nas ruas a celebrar. 

Bandeirinhas de São João 
São Pedro e Sant’Ana, também 
Demos viva a Dona Finha 
Que a cultura provém. 

Convém lhe dizer ainda: 
 - Não deixe a cultura morrer 
Pois a cada ano que passa 
É tempo de agradecer. 

Cultura e tradição 
A terra de Touros tem 
Chiquinha Cundurú e Geracina 
Fizeram tudo tão bem. 

Deixando pra Dona Finha 
Essa continuação 
Que de bandeira na mão 
Faz cultura e tradição."

Homenagem a Josefa Odele de Melo - Finha, na comemoração dos 98 anos de vida.

DOLENTE PARTIDA

Foto: Dione com o repentista Domingos Tomás(2013)
Autora: Dione Mª do Nascimento 
Touros, 30/01/2018 

Lembro da terra onde fui criado 
Do meu berço adorado não posso esquecer 
E hoje me acho dele muito ausente 
E o meu peito sente um eterno sofrer. 

Já chegou a hora da minha partida 
Minha despedida eu pretendo dar 
Adeus meus amigos, mulher e parentes 
A viagem é prá sempre, não hei de voltar. 

Deixei minha terra na necessidade 
Pois a divindade me chama a viver 
Uma nova vida num mundo de luz 
Onde Deus divino irei conhecer. 

Adeus minha amada, adeus meus parentes 
Sinto grande dor em vê-los chorar 
Deixo de consolo a minha viola 
E um lencinho pra lágrima enxugar. 

A casa na rua da Rodoviária 
E o jardim florido de rosas jasmim 
O seu perfume encanta a alma 
De uma vida pacata, vivida ali. 

Que hora tristonha, meu Deus de clemência 
Lembrando a ausência do meu natural 
Quem é que não sente, saudade bastante 
De ter que partir do seu torrão natal. 

Aquela casinha à beira da estrada 
Foi minha morada, meu berço e meu lar 
Ali recebi os meus bons amigos 
Em dias festivos a comemorar. 

Adeus minha Touros, adeus meu torrão 
De noites tão claras a luz do luar. 
Ao som da viola cantei o amor 
Ao meio de aplausos, sorrisos e dor. 

Adeus meus amigos Dione e Flavinho 
Luiz Penha e Carlinhos que ouviram meus ais 
Não deixem morrer a nossa poesia 
Pois a cantoria é dom imortal. 

Ó terra bendita do meu Bom Jesus 
Que a todos conduz com fé e amor 
Nos teus fortes braços minha alma repousa 
Na glória celeste do teu esplendor. 

Domingos Tomas é o meu nome 
Em terras distantes irei habitar 
Mas fica na história a rima e canção 
Viola e repente, dolente oração.

Homenagem ao poeta/repentista Domingo Tomas de Lima.

PADRE E PASTOR
Capa do Cordel
Autora: Dione Mª do Nascimento 
Touros, 12/07/2017 

Lá, pelos anos noventa 
Conheci um cidadão 
Pras bandas da Catedral 
Na Pastoral da Comunicação 
Sempre extrovertido e charmoso 
Cumprindo sua missão. 

Nunca imaginei porém 
Que tantos passasse 
E um dia iria vê-lo 
Como Padre Rodrigo Paiva 
Na Paróquia do Bom Jesus 
Templo de adoração e graça. 

Chegou esse padre em Touros 
Rodrigo, é o seu nome 
Com maestria divina 
Abraçando todo mundo 
Encheu o Santuário de flores 
Limpeza e lindos cantos. 

Foi logo fazendo campanha 
Para mudar os bancos 
Do Santuário de Touros 
Que já tinham quase cem anos 
E o milagre aconteceu 
Com novos bancos chegando. 

A comunidade acolheu 
O seu gesto de bravura 
Com coragem e audácia 
Novos bancos com certeza 
Derem lugar aos velhos 
Mostrando total clareza. 

Os dias foram passando 
E a comunidade ouvindo 
Os sermões do jovem padre 
Que encanta até menino 
Quem não ouviu, venha ver 
Uma homilia tão linda. 

Padre Rodrigo, saiba 
Que também sou sua fã 
Admiradora e amiga 
Do seu jeito de cristão 
Valente e corajoso 
Devoto de Maria, Mãe. 

Cantando a Nossa Senhora 
Faz questão de recitar 
Os versos de São João Paulo 
No céu estando a louvar 
"Todo teu ó Maria" 
Pede a Mãe pra nos guiar. 

Ser sacerdote é fácil 
Basta estudar e ter vocação 
Mas, preparar os servos 
Aí, é outra questão 
Nem todo padre consegue 
Terminar sua missão. 

O padre de tantas flores 
Da cultura e da ação 
Em Touros, já conseguiu 
Conquistar o coração 
Do velho, da criança e do jovem 
Amansando até leão. 

Saiba meu padre amigo 
Quanta coisa esquisita 
Acontece até na missa 
Hora de prece e oração 
Pois na igreja tem gente 
Que até parece cão. 

Não dá bom dia a ninguém 
Recusa apertar a mão 
Não se sabe pra que vem 
Será que é pedir salvação? 
Mas, Deus, que é de bondade 
Acaba dando o perdão. 

Na casa do Bom Jesus 
Que nos dá seu coração 
Tem tanta gente amarga 
Que só Deus, tem compaixão 
Que se ajoelha e se benze 
Parecendo assombração. 

Como é que pode, irmão 
Alguém ainda pensar 
Em enfrentar esse padre 
Só para querer complicar 
Pois até com a Mãe de Jesus 
Tem gente querendo brincar. 

Eita que povo difícil 
Não tem padre que aguente 
Por mais que seja bonito 
E por demais tão contente 
As vezes também fica triste 
Pois ele também é gente. 

Padre Rodrigo, não ligue 
Isso faz parte da lida 
Pois o joio cresce junto 
Para a colheita da vinha 
O trigo é que precisa ser forte 
Grande e cheio de vida. 

O parceiro ideal 
Padre Rodrigo, encontrou 
Foi Dom Jaime, que enviou 
Pra ser o vigário local 
O vigário Jecione 
Jovem de simpatia igual. 

Padre Rodrigo, espero 
Que suas ovelhas lhe ouçam 
E sigam sempre os seus passos 
Construindo um mundo novo 
Rebanho de amor e perdão 
Transformando em reino novo. 

Lá no altar está 
O nosso querido Rei 
Bom Jesus dos Navegantes 
Protegendo os filhos seus 
De braços abertos no trono 
Conduzindo o povo seu. 

Lhe peço ó Bom Jesus 
Segure Padre Rodrigo, aqui 
Por muitos anos ainda 
Para a Paróquia fluir 
Com colheitas e bons frutos 
Boas almas vão surgir. 

Nesta Paróquia tão rica 
De graça, luz e esplendor 
Te conduziremos nos braços 
Foto: Dione com o Padre Rodrigo
Em cima de um andor 
Não que tu sejas santo 
Mas, Deus poderá prover 
Pois se torne realidade 
E poderemos ver 
Nos altares das igrejas 
Santo Padre Rodrigo, o ser. 

Enfim, hoje é dia de festa 
Um ano de vida, em Touros 
Que o Bom Jesus dos Navegantes 
Te faça sempre homem novo. 
Padre Rodrigo, receba 
Com carinho e afeição 
O abraço do povo tourense 
Que lhe aplaude com emoção. 

Viva Padre Rodrigo!

Homenagem ao Padre Rodrigo Paiva, pároco de Touros.