TOUROS

Oposição de Touros se encontra com Fátima Bezerra e apresenta projeto Alto do Bom Jesus

Durante a visita de Fátima Bezerra a São Miguel do Gostoso, que esteve prestigiando a 5a Mostra de Cinema, o principal grupo de oposição tourense esteve com a governadora eleita que tomou conhecimento do Projeto Alto do Bom Jesus. 
Da Redação: Dione Nascimento







FLORESTA ENCANTADA: OS MANGUES, RIOS E LAGOAS DE TOUROS
Em diferentes pontos da cidade é possível ver as hélices dos equipamentos de energia eólica. Elas fazem parte da paisagem como os rios e o mangue que, ao cair da tarde, ganha um colorido especial.

Cristiane Silva/Estado de Minas
O vento que ajuda a aliviar o calor nordestino trouxe a tecnologia que ajuda a cidade a crescer. Os geradores de energia eólica podem ser vistos de diferentes pontos da cidade com as pás em movimento. Nos meses de agosto e setembro, eles ficam mais fortes, o mar fica mais agitado, perfeito para os esportes radicais.
Touros é um lugar com muita água, não só a do mar como a de pequenos rios, lagoas e mangues, que ganham um ar de floresta encantada, quando vistos ao cair da tarde, como nos livros de colorir. Rendem belos cliques, como o que fica no acesso à Praia da Xêpa, ainda em São Miguel do Gostoso. O visitante atravessa uma pequena ponte de madeira sobre o mangue, caminha por uma faixa de areia onde há um restaurante, e sobe uma duna com um charmoso portão de madeira no topo.
Lá do alto, é possível admirar toda a extensão da praia que, assim como grande parte do litoral daquela região, é praticamente vazia. Movimento, só o dos barcos pesqueiros a distância e dos nativos. De resto, apenas o som das ondas. E o vento, que atrai praticantes de kite e windsurf.
Outro passeio que vale a pena na região é a visita aos Parrachos de Perobas, piscinas naturais a cinco quilômetros da costa de Touros. Na maré baixa, é possível mergulhar com máscara e snorkel para observar os cardumes e outros animais marinhos que se reúnem na área.
Touros era uma vila cuja população sobrevivia da atividade pesqueira, porém a economia local não era suficiente para manter os moradores. Nos idos do século 19, conta o pároco da Matriz de Bom Jesus dos Navegantes, Rodrigo Paiva, surgiu na enseada entre o Rio Maceió e o mar, um caixote com uma imagem de Jesus Cristo. Naquela ocasião, o povo padecia à fome, e não tinha pescado. “Logo em seguida ao achado da imagem, abundantes peixes e tempos de graças e vida ocorreram em Touros”, explica o pároco.
A notícia se espalhou pela região e atraiu dezenas de devotos, movimentando a cidade e construindo casas. Segundo o religioso, a comunidade cresceu em torno da fé do Bom Jesus dos Navegantes. “Essas pessoas constituíram essa sociedade e, hoje, se confundem com a cidade, a paróquia e a devoção ao Bom Jesus”, pontua o padre Rodrigo Paiva. Essa imagem é venerada desde então. A ela são creditados tanto milagres quanto bênçãos e devoções.
Em 1º de setembro foi comemorado os 218 anos da construção do santuário e os 186 de criação da paróquia. A cidade se encheu de festa, que se repete, numa escala menor, no dia 1º de cada mês. Mas há a grande comemoração do Bom Jesus dos Navegantes, que  ocorre de 22 de dezembro a 2 de janeiro, atraindo fiéis de diferentes partes do país. 
O prédio da igreja, por si só, é um atrativo. Do lado de fora, chamam a atenção dois canhões coloniais apontados estrategicamente na direção da praia. Eles foram instalados pelos portugueses para combater a invasão holandesa no Brasil, que começou no século 17 com o objetivo de tomar posse do Nordeste do país. Na década de 1950, as peças foram transferidas de um antigo forte para essa área mais central do município. Não muito longe dali, fica a ponte sobre o Rio Maceió, que corta a cidade. Da praia, é possível ver, ainda que bem longe, o Farol do Calcanhar. 
Clésia Maria do Nascimento Silva é professora e faz parte da grande maioria dos moradores que incentivam a visita dos turistas. “Touros é uma cidade riquíssima em cultura popular, principalmente. É uma terra de pescadores, de agricultores, de pessoas acolhedoras. Além da diversidade de praias, que são atrativos para as pessoas que vêm de fora, é uma cidade de pessoas religiosas também. É uma diversidade de religiões, mas, graças a Deus, todo mundo bem unido”, afirma. 
Andar pela cidade é uma atividade prazerosa. Pelas ruas, pessoas de sorriso fácil, com sotaque melodioso, são amáveis e sempre dispostas a ajudar, dar uma dica ou levar o turista até o local solicitado. Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para este ano, a população de Touros é de 33,7 mil habitantes. 
As casas antigas e simples, com pequenas janelas com grades de madeira, atraem os olhares e levantam diversas torias sobre como os moradores conseguem suportar o calor, que pode atingir os 30ºC. No Centro, os imóveis mais altos não passam de três andares. Com o avançar da hora é possível encontrar famílias nas varandas, aproveitando o fim da tarde, num clima de tranquilidade e intimidade que deixam a alma leve. 
O tempo lá parece passar de outro jeito. É possível caminhar pelas vias planas ou percorrer longas distâncias de uma praia a outra, sob um céu sem nuvens, a areia fina e branca sob os pés, sem perceber que as horas se passaram.

PREFEITURA DE TOUROS NO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO 2018
Da Redação: Dione Nascimento
Teve início as 16 horas desta sexta-feira, 7 de setembro, o desfile cívico pelas principais ruas da cidade de Touros. O prefeito Francisco de Assis Pinheiro de Andrade(2017/2020), desfilou ao lado da primeira–dama Gildeci Pinheiro e secretários, abrindo a cerimônia cívica.
Com o tema “Touros1501 – O Brasil nasceu aqui”, escolas do município e estado, e o CECI-Centro Educacional Crescer Interativo, escola da rede particular, abrilhantaram o desfile acompanhados por diversas bandas marciais.
A Escola Municipal Orlando Flávio Junqueira Ayres estreou sua Banda Marcial, composta por mais de trinta membros, regida pelo músico e professor Francisco das Chagas da Silva "Professor Chagas". 
No palanque oficial o prefeito “Assis do Hospital” acompanhou o desfile juntamente com o secretariado e convidados. 
  

TOUROS SEDIARÁ O II SEMINÁRIO DO LITORAL NORTE POTIGUAR DE 18 A 21 DE OUTUBRO

O II Seminário do Litoral Norte Potiguar de formação continuada para os membros do Conselho Tutelar e demais integrantes do SGD acontecerá nos dias 18, 19, 20 e 21 de outubro de 2018 na cidade de Touros -  RN.

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MARIA ESTER: UMA FIGURA TOURENSE EXTRAORDINÁRIA
Maria Ester

Por Ângelo dos Santos Neri e Maria Antônia Teixeira da Costa
Maria Ester, uma personalidade tourense, mulher excêntrica, à frente de seu tempo, ela venceu várias barreiras de uma sociedade em que por muito tempo o papel da mulher foi cuidar dos filhos e da casa.
Quem conhece Dona Maria Ester, conhece Touros, encontrei-a em sua cadeira de balanço agora no início de maio de 2018 e com um sorriso no rosto me recebeu em sua casa com muito carinho, conversarmos e rimos muito de suas peraltices, algumas não poderei contar aqui.
Maria Ester dos Santos Neri, Nasceu em Touros – RN, no dia 05 de junho de 1940, portanto, completa hoje 78 anos. Filha de Cícero Maria dos Santos (Ciço Du) e de Possedônia Silva dos Santos (Doninha).
Viúva de Luiz Ribeiro Neri, com quem teve oito filhos: Ângelo Luís dos Santos Neri, Tereza Cristina dos Santos Neri, Márcia Maria dos Santos Neri, Marcos Antônio dos Santos Neri, Paulo Roberto dos Santos Neri, Maria do Livramento dos Santos Neri, Maristela dos Santos Neri e Luiz Ribeiro Neri Junior.
Maria Ester com a escritora Maria Antônia
Viveu por muito tempo num local denominado “Beira de Lagoa”, uma currutela no município de Touros, oriunda de família sem muitas possibilidades, mas que lhe garantiu um pouco de estudo.
Criou todos os filhos com dignidade, notadamente após a morte do marido Luiz Neri, há 32 anos, em 15 de junho de 1986. A todos eles garantiu estudos e acolhimento.
Pessoa que na sua juventude sempre foi alegre e espalhafatosa, com todos brincava e a todos conhecia, pois em Touros de seu tempo todos se conheciam.
Fervorosa devota do nosso Bom Jesus dos Navegantes nunca faltando às festividades da “barraca”. Também não faltava às “bandeirinhas” sob a batuta de Dona Finha e à festa de São Pedro, que não por acaso acontece na frente de sua porta.
Mulher de coragem com seus 14 filhos (6 do primeiro casamento de Luis Neri com Dona Maroquinha), que lhes trouxeram alegria e orgulho, além de mãe, madrasta, avó, bisavó e funcionária pública, era comerciante do famoso “Bar da Ponte” local da boa boemia, encontro com artistas, jornalistas e escritores apreciando um destilado com seus famosos tira-gostos! Esse Bar segundo nos narrou foi construído com a ajuda de seu irmão, conhecido por Tião.
Maria Ester com a Familia
Dona Ester era uma admiradora da boemia, não obedecia as regras da sociedade tourense, sempre rebelde e teimosa, mas soube com respeito e dignidade viver a vida dentro de seus preceitos.
Hoje, restam as recordações e lembranças daquele tempo e dos amigos que fizeram parte de sua história: Nilson Patriota, Seu Ernani, Dona Selina, Nivaldo Leite, Miguel Neri, Mirtes, família de seu Nozinho, o Brisa (que a chama de Abelha Rainha), Seu Lucas e muitos outros que fazem parte da história de Touros.
Dona Ester falou que adorava se divertir, apenas isso, era uma mulher respeitada por todos, hoje disse ela, está feia de dor, de reumatismo, diabetes, problemas no coração, mas sente muitas saudades de quando saia na rua com o sanfoneiro Natinho de Lagoa do Sal e brincava boa parte da noite.
Maria Ester caminhando na Av. pref. José Américo
Casou muito cedo, aos 14 anos e o seu diploma foi o canudo da Universidade da vida. Estudou no Grupo Escolar Antônio do Lago e também fez Curso de Corte e Costura na Escola organizada pelo Padre Zé Luiz em Touros. O Curso funcionava no Centro Operário Tourense e a professora era Maria Isabel.
Com uma risada extraordinária, Dona Ester contou que no São João depois que fechava o Bar da Ponte e ía para as Bandeirinhas, “roubava” os camarões e os peixes de Dona Finha e ia comer em outra fogueira na Casa de Geracina
A vida é uma viagem a três estações! Ação, experiência e recordação. Estações estas que Maria Ester viveu intensamente e hoje colhe os frutos que brotam destas estações.
Foi servidora pública estadual na função de merendeira no Grupo Escolar General Florêncio do Lago.
Hoje está aposentada e relembra com saudades o tempo que passou.

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*A BELEZA DA BEBÉ"

Por Maria Antônia Teixeira da Costa

Vocês sabem o que é uma “beleza”?
Hoje a juventude diz: “E aí beleza? “O que significa: “e aí tudo bem?”, mas não é dessa beleza que falo, nem falo da beleza que é a formosura.
Quem viveu em Touros-RN até o início dos anos de 1980, provou beleza, aprovou e nunca esqueceu, pois iguaria tão gostosa não existe e com o nome tão sui generis pior ainda.
Para nós, a hora da beleza em Touros-RN era geralmente à tardinha quando por volta das quase quatro horas da tarde, eu e minhas irmãs Maria Auxiliadora, Maria Alécia, meu irmão Emídio. Todos tomados banho e sentadinhos nas cadeiras que mamãe colocava na calçada da casa. De repente os meninos (os vendedores) passavam com bacias de alumínio sobre a cabeça e gritavam: Olha a belezaaaaaa! Olhaaaaa a beleeeezzza...era o lanche da tarde. Uma iguaria sem igual das nossas infâncias.
Havia também uma outra figura, uma vendedora inusitada, chamada de Luiza Agulha, uma mulher alta, magra, que com uma grande bacia de alumínio percorria as ruas da cidade para vender essa iguaria chamada de beleza.
Além dos vários meninos que saiam às ruas para venderem as belezas, Bebé também colocava nas mercearias.
Mas quem fazia essas belezuras? Aliás essas belezas?
Izabel Oliveira do Nascimento conhecida em Touros por Bebé das Belezas nasceu em Touros em 10 de agosto de 1916 e faleceu aos 87 anos, em 19 de abril de 2003. Filha de José Cassiano de Oliveira e Maria Antônia de Oliveira (Mãe Braz – Aquela que fazia partos).
Izabel Oliveira foi casada com Manuel Florêncio do Nascimento e com ele teve os seguintes filhos: Wilson Oliveira do Nascimento (falecido), Geraldo Oliveira do Nascimento (Falecido) Maria Lúcia do Nascimento (Mora em Extremoz), Maria de Lourdes do Nascimento, Maria do Socorro do Nascimento (Ver foto)
Para ajudar o seu marido, que era pescador, a criar os filhos, Bebé fazia Grude, Raiva, Sequilho, Bolo Preto e Beleza, além de fazer labirinto. Sua filha Socorro me falou que não aprendeu a fazer a beleza, pois era difícil dar o ponto, aprendeu com sua mãe a fazer o labirinto, aprendeu a trabalhar. Porém sua irmã Lúcia aprendeu a fazer muito bem.
A beleza é feita com goma seca ao sol. Se não for goma seca ao sol ela não incha, segundo as narrativas de Socorro do Nascimento, leite de Coco, bem grosso e sal. Coloca os ingredientes na panela para cozinhar e vai mexendo sem deixar embolar. A massa fica como se fosse um pastel. Você estira a massa ainda quente na mesa e vai cortando os pedaços em tiras para fazer as roscas. Depois de colocar na forma deixa descansar por horas. Depois leva ao fogo. Mesmo com essa receita nem todos acertam o ponto.
O cenário do seu local de trabalho, um dia eu fui lá para comprar beleza e observei. No fundo do quintal da sua casa Bebé tinha uma mesa grande de madeira, ao lado da mesa um forno de barro à lenha, um amontoado de lenha para queimar. Bacias enormes de alumínio empilhadas.
Socorro (sua filha) me contou que fazer beleza não era fácil, e sim era um grande sacrifício. Sua mãe ia para Lagoa do Sal comprar a goma ou então em São Miguel. Ela comprava a goma fresca e botava numa lona no fundo do quintal para secar. A lenha ela pegava nos arredores dos sítios da cidade, por traz da sua casa, eram os capachos dos coqueiros; as formas para assar as belezas eram de placas de flandes. Para isso ela comprava as latas de querosene e os meninos que vendiam as belezas cortavam para ela e faziam as formas.
Parou de fazer as belezas pois tudo ficou difícil, cercaram os sítios e já não pegava os capachos dos coqueiros para o forno, precisou comprar carvão, tudo foi ficando mais caro e ela estava envelhecendo.


Por Dione Nascimento/Cultura/Touros1501
A Prefeitura Municipal de Touros, deu início neste sábado (16/09/2017) ao Projeto Cine Calcanhar, que estreou na bela Praia de Lagoa do Sal. O evento foi aberto as 19h30, com a Diretora de Cultura, Dione Nascimento e o ator/apresentador Geraldo Maia, proponentes do projeto, e contou com a colaboração do Jeorge, proprietário da pousada Lagoa do Sal, o estudante universitário Patrônio, professor Damião, entre outros, envolvidos no Projeto A Isca e o Anzol.
O evento realizado no pátio da Pousada Lagoa do Sal, contou com um grande público, acima das expectativas, e teve o apoio das secretarias de Educação, Assistência Social, Pesca e Aquicultura, Obras e Urbanismo, e Agricultura.
Com distribuição de pipoca, picolé e confeitos, a grande atração da noite foi o filme Felisbela e o Prisioneiro. O evento também contou com a presença da Primeira Dama de Touros, Gildeci Pinheiro; Secretário de Pesca, João Penha; e o prefeito Francisco de Assis Pinheiro de Andrade “Assis do Hospital”, que agradeceu a todos, encerando o evento.
A próxima exibição já tem data marcada para 29 de setembro, na comunidade da Baixa do Quinquim, dentro da Ação Prefeitura nas Comunidades.
Para a diretora de cultura de Touros, “É o cinema como cultura de massa que chega rompendo os modelos estereotipados, é a arte que está ao alcance de todos, como instrumento de formação social. Segundo Fantin, ver filmes é um habito social de extrema importância para a formação cultural e educacional das pessoas, tanto quanto a leitura de obras literárias, filosóficas, sociológicas, dentre outras”, expressou Dione Nascimento.


A Prefeitura Municipal de Touros, realiza na próxima terça-feira (22) a partir das 19h, em frente à Escola Junqueira Ayres, o Dia do Folclore. Na programação: apresentações de grupos culturais, palestra com o historiador Marcus Cavalcanti, roda de conversa e sorteio de livros.
O evento visa a integração da cultura na escola, resgatando valores artísticos, e tem o apoio do Departamento de Cultura do Município.


Prefeito Assis do Hospital juntamente com a população tourense, comemorarão a implantação do Marco de Touros, que  simboliza o início do Brasil, e a criação do Estado do Rio Grande do Norte.
Por Dione Nascimento/Touros1501
Esquecido por várias gestões, ao longo dos 182 anos de emancipação política do município, o símbolo da colonização de Portugal ao completar 516 anos que foi chantado no Município de Touros, no ano de 1501,  data de aniversário do Estado do Rio Grande do Norte, é lembrado pelo prefeito Francisco de Assis Pinheiro de Andrade “Assis do Hospital”, que comemorará a existência do Marco de Touros, com uma programação voltada a população tourense, na próxima segunda-feira, 7 de agosto, unindo os laços de afinidade com e Portugal.
PROGRAMAÇÃO:
5h -  Alvorada;
8h – Hasteamento das Bandeiras;
9h – Exposição e Palestras no centro de Turismo;
18h – Corrida Ciclística, saindo do Marco Zero;
19h – Homenagens: Entrega de Certificados;
21h – Show com Almir Felipe e Isaque Galvão.
A data comemorativa do registro de nascimento do Brasil, foi sancionada durante o governo de Garibaldi Alves Filho, quando foi assinada a Lei Nº 7.831, criada pelo ex-deputado Valério Mesquita.
Declarado monumento nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural em 1976, o Marco de Touros, é o registro originariamente comprovado de que “o Brasil nasceu aqui”.
O Marco  Colonial de 1501
O Marco instalado originalmente na cidade de Touros/RN foi feito de uma pedra calcária de granulação fina, provavelmente de mármore português ou lioz, medindo 1,20m de altura; 0,20m de espessura, 0,30m de largura; 1,05m de contorno.
Na parte superior, contém a cruz da Ordem de Cristo (a famosa Cruz de Malta) em relevo e, abaixo, as armas do rei de Portugal e cinco escudetes em aspas com cinco quinas, sem as bordaduras dos castelos.
Pesquisador Lenine Pinto
O pesquisador de nome Lenine Pinto, que também foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte demonstra uma série de fatos e dados reais, de que o Brasil foi descoberto na Praia de Touros, no Rio Grande do Norte.
Foto: Bom, em 1965 Lenine escrevia para um livro que lançaria naquele mesmo ano quando descobriu um dado interessante em suas pesquisas.


17, o renomado jornalista Alexandre Garcia usou seu twitter para anunciar: “Marinha confirmou que do mar vê o Pico do Cabugi e não o Monte Pascoal” – “Cabral chegou a Touros/RN”. Confirmando o que os pesquisadores e historiadores Lenine Pinto e Manoel Cavalcanti, afirmam.
Desde 1976, o Marco encontra-se em exposição no Forte dos Reis Magos, localizado na Praia do Forte, em Natal/RN.
É hora do Marco de Touros, voltar pra casa.

ONDE O VENTO FAZ A CURVA! SAIBA ONDE FICA O MAIOR FAROL DO BRASIL

O município potiguar de Touros é o início da rodovia Governador Mario Covas, popularmente conhecida como BR 101, e distante 96 quilômetros de Natal. Esta rodovia termina em São Jose do Norte (RS) e atravessa doze estados brasileiros com seus mais de 4.550 km. Touros está localizado na esquina do continente sul-americano onde a orla linear, que se estende desde o sul do país, faz um ângulo à esquerda em direção a Amazônia. Sua grande atração está estrategicamente erguida exatamente na esquina do Brasil onde o vento literalmente faz a curva.

Estamos falando do Farol do Calcanhar, imbatível nas Américas e o segundo maior do mundo, perdendo apenas para o de Yokohama no Japão. A inauguração foi realizada em 1912, porém, em 1941 foi iniciada uma grande reforma. A atual torre com seus exatos 65 metros (62 de altura, mais 3 da cápsula que abriga a lâmpada e o conjunto de lentes e refletores) foi erguida e finalizada em 1943.
O belíssimo farol tem como função orientar o movimento de navios, embarcações e aeronaves com seu sinal luminoso. Pintado com faixas horizontais brancas e negras, o Calcanhar destaca-se soberano na orla potiguar. As visitas para conhecer o local são feitas aos domingos com prévia autorização da marinha brasileira.

Tivemos o privilégio de conhecer as dependências e as instalações do farol com seu zelador, o cabo faroleiro Medeiros, que sobe a estrutura duas vezes ao dia para tirar e colocar a cortina que protege o aparelho óptico (conjunto de lentes) e a lâmpada para acompanhar e garantir continuamente o funcionamento do equipamento.
Subimos os 298 degraus da escada em espiral que circunda internamente o ereto Farol do Calcanhar. Janelas generosas oferecem um vento refrescante e intenso ao subir. Para quem não sabe, estas construções de alvenaria arredondadas em forma de torre tem este formato para minimizar o impacto dos ventos em sua estrutura. O cenário no topo do farol é fascinante. Do alto você tem a visão absoluta da curva acentuada da costa brasileira em direção a Amazônia.
Observo na imensidão do oceano pequenos pontos em movimento. O cabo-faroleiro comenta que aquela área é São Miguel do Gostoso, uma dos paraísos do kitesurfe no planeta. O local é um dos mais procurados por atletas e curiosos nos esportes de vela por ter ventos constantes o ano inteiro.
Medeiros explica que a cabeça do farol é hiper-radiante: “A lâmpada tem potência de mil watts e possui um alcance de 38 milhas marítimas. A mente do farol é o conjunto óptico e a lâmpada, e o coração do farol, meu caro, é o faroleiro. Não ter medo de altura, de vento e ser adaptável a lugares inóspitos e solitários é fundamental para esta carreira”, conta ele.
O Farol do Calcanhar e Medeiros, o cabo-faroleiro, são duas das gratificantes descobertas que tive em viagens pelo Brasil.
UOL, via Blog do Arthur Veríssimo